quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Como ensinar o bom comportamento





O objetivo da sua vida não precisa ser criar um filho obediente. O essencial é que ele saiba diferenciar o certo do errado, mesmo que não haja ninguém a quem obedecer. Por isso, não adianta só dar bronca quando a criança apronta. Nessa hora, tente transformar a situação numa oportunidade para ela aprender alguma coisa. 

Falar é fácil. Quando os pais estão nervosos (quando a criança bate ou morde, por exemplo), muitas vezes não há sangue frio que chegue. 

Veja algumas estratégias para usar no dia-a-dia: 

- Seja você tão educado e bonzinho quanto quer que ele seja. Crianças aprendem por imitação. 

- Olhe nos olhos da criança quando falar com ela (mesmo para dar bronca), e procure ser respeitoso, mesmo que esteja bravo. Faça o máximo para manter o tom de voz baixo. 

- Diga o que quer que ele faça, não o que não quer. Em vez de "Não fique em pé na cadeira!", prefira "É para ficar sentado". 

- Crie regras simples, e poucas. Não correr na rua e não bater são regras que crianças desta idade conseguem entender. Para diminuir os "Não mexe aí", tire as coisas frágeis do alcance. 

- Elogie sempre o bom comportamento. 



Fonte :Babycenter.com

A perigosa cultura do pronto-socorro



Há 50 anos atrás, praticamente não existiam pronto-socorros pediátricos. Em caso de emergência ou quando as condições não permitiam levar o doente ao consultório, o médico era chamado para uma consulta a domicílio. Geralmente o médico atendia o chamado após o horário do consultório e não eram raras as visitas já tarde da noite ou até de madrugada. Os mais velhos conhecem pessoalmente e os jovens ouviram falar de médicos lendários que ficavam na casa do paciente em longas conversas sem pressa que começavam com uma toalha limpa para enxugar as mãos e terminavam com um cafezinho caprichado.

Aí surgiram os pronto-socorros, ao mesmo tempo que o trânsito nas grandes cidades se transformava num complicador para as visitas a domicílio.

O PS pediátrico presta grandes serviços, mas nos últimos anos está havendo uma (perigosa) distorção do uso desse serviço. O que era (e é) apenas para atender emergências está sendo utilizado como recurso para consultas pediátricas comuns. E essa nova e perigosa “cultura do pronto-socorro” contaminou todas as camadas sociais, tanto as menos favorecidas como até as de melhor nível sócio-econômico. Hoje é comum o plantonista atender tosses de 2 semanas de duração, asma fora de crise, resfriados e faringites comuns. E se a criança não melhora... a família volta ao PS (o mesmo ou outro) mas sempre atendido por um plantonista diferente... Qual o problema? Mesmo sendo um excelente médico, o plantonista nunca viu, não conhece as características da criança e vai ter que receitar para esse paciente, o qual provavelmente nunca mais verá. 

Talvez para agradar o paciente, vê-se receita de 14 dias de antibiótico para uma sinusite. É errado? Não necessariamente. Mas como essa criança vai tomar antibiótico durante todo este tempo sem que se faça uma revisão no meio do tratamento?

Qual a explicação para essa “cultura do PS”?

Em primeiro lugar, provavelmente um certo comodismo da sociedade atual que prefere ir a um lugar que atende as 24 horas do dia. Mas essa comodidade, não raro, custa caro, com espera prolongada na sala de espera.

Outros dizem que fica mais fácil para fazer exames de laboratório. Mas exatamente por essa facilidade e aliado ao fato do plantonista não conhecer o doente e não ter possibilidade de pedir retornos e contatos telefônicos, ocorre um exagero no pedido de exames e RX, nem sempre necessários. E aí mais tempo dispendido.

O pediatra que acompanha regularmente a criança é o clínico que pode dar uma orientação contínua e pedir os exames realmente indicados.

Então como é que fica?

Oriente seu paciente para:

1) Levar ao PS nas emergências verdadeiras como falta de ar, convulsão, febre altíssima, vômitos que não param.... e no caso em que o pediatra não pode ser encontrado.

2) Assim que possível, comunique o ocorrido ao seu pediatra. Ele vai orientar a continuação do tratamento. 

3) Nunca procure fazer tratamentos completos no PS, fazendo retornos frequentes com plantonistas diferentes. 

• Pronto socorro é ótimo para cuidar de urgências.
• Não deixe de comunicar ao seu pediatra para que ele oriente a continuação do tratamento.
• Seu pediatra deve ser consultado regularmente para que ele possa cuidar da saúde (não só da doença) de seu filho.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Massinha de modelar caseira


Adorei esta dica

Use esta receita para fazer massinha colorida de longa durabilidade, se conservada em um recipiente hermeticamente fechado (qualquer recipiente selado que bloqueia a entrada de ar) e/ou na geladeira.
E o melhor é que você saberá exatamente o que o seu filho ingeriu caso ele coloque na boca!


Ingredientes

Massinha caseira- 1 xícara de sal de cozinha
- 4 xícaras de farinha de trigo
- 2 colheres (de sopa) de óleo
- 1 colher (de sopa) de vinagre
- 1 1/2 xícara de água
- corantes alimentícios de várias cores
ATENÇÃO: certifique que seu filho(a) não é alérgico(a) a nenhum dos ingredientes acima.



Modo de fazer

Passo 1
Massinha caseira
- Separe todos os ingredientes e coloque-os em uma tigela grande, misturando-os com as mãos. Não há ordem a ser seguida.
- Se você vive em um clima mais úmido, ou se a a massa ficou muito úmida ou pegajosa, adicione uma pitada a mais de farinha.
- Ficou muito seco? Adicione um pouquinho de água.
Passo 2
Massinha caseira
- Pegue uma bola da massinha e faça um buraco com o dedo. Pingue algumas gotas de corante alimentar. Dobre cuidadosamente a massa por várias vezes, até que a cor esteja bem misturada.
Passo 3
Massinha caseira
- Coloque cada cor em um recipiente hermeticamente fechado.
- Ele pode ser guardado na geladeira, mas isso não é estritamente necessário.
- Se começar a secar ao longo do tempo, adicione um pouco de água. Essa massa dura vários meses.
Massinha caseira

Fonte: Site Pediatria Brasil

Saiba mais sobre Puericultura



Puericultura: 

É uma especialidade médica que leva em conta a criança, sua família e o entorno, analisando o conjunto bio-psico-sócio-cultural.
 
Nas consultas periódicas, o pediatra observa a criança, indaga aos pais sobre as atividades do filho, reações frente a estímulos e realiza o exame clínico. Quanto mais nova a criança, mais frágil e vulnerável, daí a necessidade de consultas mensais. Em cada consulta é avaliado como a criança se alimenta, se as vacinas estão em dia, como brinca, condições de higiene, seu cotidiano... 
                 É importante também o pediatra conhecer o seu bebê !

O acompanhamento do crescimento, através da aferição periódica do peso, da altura e do perímetro cefálico e sua análise em gráficos, são indicadores das condições de saúde das crianças. Sempre, a cada consulta, bebês, pré-escolares, escolares e jovens devem ter seu crescimento avaliado.

 Crescimento  é o ganho de peso, altura – um fenômeno quantitativo, que termina ao final da adolescência. 
 Desenvolvimento é qualitativo, significa aprender a fazer coisas, evoluir, tornar-se independente e geralmente é um processo contínuo. 

O conjunto é sempre analisado a cada consulta pediátrica e o pediatra é a pessoa mais indicada para orientar os pais em relação à saúde de seus filhos, no sentido amplo da palavra saúde, ou seja, no seu contexto bio-psico-sócio-cultural, sempre levando em conta todos esses aspectos. 

É muito importante que os pais possam estabelecer uma relação de mútua cooperação com o seu pediatra, tirando dúvidas, tendo alguém de confiança a quem recorrer nos casos de doença, podendo, enfim, ter alguém habilitado a ajudar cuidar adequadamente de seu filho. 
               

 Vejamos, então, a dicas de Puericultura:

  •  Escolha o seu pediatra antes do bebê nascer ! 
  • Peça uma visita dele ainda na maternidade, para que ele possa orientar a amamentação, tirar suas dúvidas iniciais e já conhecer a família !
  • Quando tudo na maternidade ocorreu dentro do esperado e não houve nenhuma outra orientação à alta hospitalar, o RN deve ir ao pediatra aproximadamente aos 7 dias de vida, para se avaliar como está indo o aleitamento materno (que deve ter sido orientado desde a maternidade), para se avaliar o ganho de peso, o crescimento, entre outras coisas... Se tudo estiver dentro do esperado... com 1 mês deve-se ter a segunda consulta.  A partir daí, sugerimos que as consultas para acompanhamento normal da criança sejam: Até um ano : consulta pediátrica mensal 
         No início da vida, as consultas devem ser frequentes, pois nessa fase de adaptação mãe-filho, pais-filhos, é fundamental uma supervisão próxima, tanto para tirar dúvidas, como para orientações e um acompanhamento que garanta um desenvolvimento e crescimento saudável da criança.        

De 1 a 2 anos: consulta bimestral a trimestral

Dos 2 aos 4 anos: consulta semestral

Acima de 4 anos: consulta anual, até se iniciar a adolescência, quando novamente devemos estreitar a observação clínica a cada 6 meses, no mínimo.

Estas recomendações são válidas para o acompanhamento da criança saudável, ou seja, sem nenhum agravo, seja este físico, psíquico, alimentar, ou de qualquer outra natureza, assim sendo, se no acompanhamento da criança acontece qualquer alteração, doença ou situação que precise ser mais avaliada ou supervisionada, o pediatra pode precisar de consultas e/ou retornos mais próximos ou frequentes. 

 Fonte: Dra Raquel Quiles e Sociedade Brasileira de Pediatria

Como lidar com o medo infantil? Conheça cada fase





O medo faz parte da natureza humana, é uma emoção desagradável que se dá quando a criança sente que existe um perigo real ou imaginário.
É um estado emocional que ativa os sinais de alerta do corpo perante os perigos e é uma importante etapa no desenvolvimento de cada criança.  Uma certa dose de medo é uma ajuda para a sobrevivência.
Todas as crianças têm medo em algum momento da sua infância, embora existam crianças mais medrosas que outras. Alguns medos como a percepção do estranho a partir dos seis meses, fazem parte do desenvolvimento da criança e este indica que a criança tem um desenvolvimento considerado adequado, embora alguns medos possam desencadear-se a partir de alguma experiência menos agradável.
Identificar a origem ou mesmo a existência do medo exige dedicação. É preciso estar atento aos sinais demonstrados pela criança e saber conversar com ela sobre o que lhe causa esse medo. A atitude dos pais é fundamental, é importante que falem com naturalidade dos medos para que a criança os aceite e os exprima. Os contos e os jogos em família são importantes em todo o processo de desenvolvimento, tendo na fase dos medos um papel fundamental. Por exemplo, os contos infantis facilitam o contato com o medo. A criança vive, através do protagonista, conflitos e momentos de medo que acabam por ser resolvidos e pede muitas vezes para os pais repetirem a mesma história. Os contos lidos ou explicados pelos pais são a melhor maneira de viver e partilhar todas as emoções para que a criança não se assuste. Alguns jogos infantis como as escondidas são muito importantes na brincadeira, pois também ajudam a suportar por exemplo a inquietude da solidão e do escuro. Algumas crianças ficam tão inquietas que se não forem logo encontradas acabam por abandonar o esconderijo. As mais pequenas adoram que o adulto demore a encontrá-las.
Se os medos não interferirem na vida da criança são considerados normais e o mais provável é que desapareçam sozinhos. A maior parte dos medos infantis desaparece espontaneamente por volta dos oito anos, alguns podem persistir até à adolescência ou por mais algum tempo. Para que os medos sejam considerados normais, não devem interferir na vida quotidiana da criança, caso contrário será importante consultar um especialista.
“Para compreender melhor os seus filhos é importante que os pais saibam quais os medos habituais em cada idade”
Em bebês:
Durante o primeiro ano de vida, o bebê é sensível a estímulos intensos, por exemplo perante barulhos estranhos ou altos e luzes intensas chora para mostrar o seu mal-estar. Por volta do oitavo mês a criança assusta-se quando algum estranho se aproxima de si. É uma reação normal e necessária para o desenvolvimento psicológico da criança. Nesta idade a criança sente-se segura quando está com pessoas conhecidas e considera perigoso o desconhecido.
Entre os dois e os quatro anos:
Neste período predomina o medo dos animais, primeiros dos grandes e depois dos pequenos. Algumas crianças manifestam medo de pessoas mascaradas mostrando alguma prudência mesmo com os palhaços.
Surge também o medo do escuro, que é o equivalente ao medo de estar sozinha. Por este motivo a partir do segundo ano pode começar a ter dificuldade quando vai para a cama tendo por vezes medo em adormecer, pedindo muitas vezes aos pais para deixarem a porta aberta. É conveniente aceitar este pedido, mas deve-se ir encostando progressivamente a porta até que a criança se habitue ao escuro. Por volta dos quatro anos, os pesadelos são frequentes, muitas vezes a criança pode acordar a gritar, sem saber exactamente o que sonhou.
Até aos seis anos:
Por volta dos cinco anos a criança começa a ter medo do dano físico. É a fase da imaginação fértil, que se pode intensificar na hora de dormir, existindo fantasias assustadoras, os seres imaginários como animais e monstros. Podem surgir receios aos espaços abertos e cheios de gente.
Nestas idades, o medo costuma contagiar-se, por isso algumas crianças sensíveis sentem mais medo quando estão com pessoas medrosas.
Dos seis aos oito anos:
Predomina o medo das sombras, fantasmas ou ladrões. São receios em relação ao invisível. Aos oito anos a criança começa a estar muito sensível ao tema da morte, descobre a morte como fim a qualquer instante e tudo o que acaba a inquieta.
A criança tem maior consciência do perigo e às vezes de uma maneira exagerada, por exemplo se os pais saírem de casa sem ela, receia que lhes aconteça alguma coisa. Embora a criança nesta idade já seja muito autónoma, continua a precisar muito dos pais e receia perdê-los, este medo pode manifestar-se através de queixas, de mal-estar físico e cansaço que se repercutem no rendimento escolar.
Dos nove aos doze anos:
As crianças têm medo dos incêndios, acidentes e doenças graves. Também surge o medo quando os pais discutem, pois receiam que se separem. Aparecem medos relacionados com a escola, tais como, a possibilidade de repetirem o ano, o fato de tirarem más notas e os pais poderem receber algum aviso de mau comportamento.
"Brinque com o seu filho e entre na fantasia dele. As experiências lúdicas ajudam a lidar com as suas ansiedades, o bicho mau é um exemplo"
Como lidar com o medo:

- Dar atenção, questionar e estimular a criança a enfrentar o medo. Ela encontrará sozinha uma solução para as suas fantasias.
- Não fale demasiado sobre o assunto para evitar que a criança fique mais ansiosa.
Mude de assunto e distraia.
- Fale sempre a verdade sobre os medos reais para que a criança tenha a noção de perigo. Ela tem de saber por exemplo que as escadas e as piscinas representam alguns riscos, mas não é preciso exagerar.
- Brinque com o seu filho e entre na fantasia dele. As experiências lúdicas ajudam a lidar com as suas ansiedades, o bicho mau é um exemplo.
- Bonecos e brinquedos treinam a criança para a vida. As crianças gostam de representar em brincadeira o sentimento de medo frente a uma situação real, como a ida a um hospital.
- Faça a apresentação formal das pessoas para que a criança saiba que aquele estranho tem autorização dos pais para se aproximar.
- Ofereça objetos para que a criança se sinta mais segura, principalmente na hora de dormir. São os objetos aos quais chamamos transacionais e que reduzem a ansiedade da criança até adormecer.
- Avalie a intensidade do medo e fique atenta para o limite da normalidade, que faz parte da rotina saudável da vida.
- Não use o medo como meio de poder. Para além das ameaças serem desagradáveis reforçam o medo.
Texto: Sandra Antunes, Téc. Sup. Educação Especial e Reabilitação, Psicomotricista, Centro de Desenvolvimento Infantil Estímulopraxis

Seu filho(a) tem dermatite atópica? Saiba como cuidar da sua pele.


A dermatite atópica é uma doença crônica, que deixa a pele seca e muitas vezes inflamada. A coceira é o sintoma principal. Inicia geralmente nos primeiros anos de vida e afeta crianças com história pessoal ou familiar de asma, rinite ou mesmo de dermatite atópica. Além da genética, alguns fatores externos podem contribuir para o aparecimento das lesões na pele.
Por que a pele coça?
Existem alterações genéticas que rompem a camada de proteção e deixam a pele mais suscetível à penetração de substâncias potencialmente irritantes, que vão gerar a inflamação. A própria pele seca, por si só, provoca a coceira. Coçando, permitimos a entrada de novas substâncias irritantes. Este ciclo interminável de coceira-lesão-coceira prejudica a qualidade de vida das crianças, provocando alterações no sono, irritabilidade e até estigmatização escolar. A hidratação é uma das principais ferramentas para conter a coceira e a inflamação. Assim como nos conscientizamos da importância do filtro solar, precisamos reconhecer a importância do creme hidratante para proteger e fortalecer a pele.
Algumas dicas para manter a pele da criança saudável:
• hidratar a pele pelo menos 2 vezes ao dia, com hidratante hipoalergênico;
• o banho deve ser rápido, morno e com pouco sabonete;
• utilizar sabonetes brancos sem muito cheiro, ou glicerinados;
• usar somente roupas de algodão, inclusive o uniforme da escola;
• lavar sempre as roupas do seu filho com sabão líquido claro e não usar amaciante;
• limpar o vaso sanitário de casa apenas com álcool ou detergente neutro.
Alimentação e clima
É muito raro a criança ter alergia a um alimento junto com a dermatite atópica. Quando acontece, geralmente se dá antes de um ano de idade e está relacionada principalmente ao leite, ovos, trigo e soja. A análise e determinação de uma alergia alimentar deve ser feita sempre pelo médico.
As situações de estresse também podem piorar a dermatite, bem como as alterações climáticas com mudanças bruscas de temperatura, calor excessivo (transpiração) e baixa umidade do ar.
Conheça os grupos de apoio à dermatite atópica no Brasil: www.aada.org.br

Fonte:  Site Conversando com o Pediatra

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Criança que bate a cabeça pode dormir em seguida?



Ana Luiza como todos os bebês de sua idade,(1 ano e 7 meses) adora explorar tudo, não tem medo de nada, nem tem noção ainda. Sobe em tudo, esta terrível, não pode ficar um instante sozinha. Apesar de ser uma atitude saudável querer explorar tudo, mora ali o perigo dos acidentes, quando não esta sendo vigiada. 
E como ela é rápida, cada mês mais ágil e esperta. Hoje mesmo ela estava na mesa comendo e caiu no chão, batendo a cabeça. E agora, o que fazer?? Para ajudar as mães que como eu estão aprendendo sobre seus bebês, resolvi pesquisar sobre o assunto, e na próxima vez saber agir....rsrsrs Espero poder ajudar.

Matéria do Site ABC do Bebê

Lesões na cabeça

Uma queda de cabeça é um acidente frequente nas crianças, em especial nas que começam a rebolar-se, acabando mesmo por cair da cama.
Apesar do aparato da queda, raramente esta é grave ao ponto de provocar ferimentos ou concussões, um distúrbio temporário da função cerebral muitas vezes de curta duração, que não é visível, mas pode ser perigoso. Mais aparatosos mas menos graves são os golpes na testa ou no couro cabeludo que têm tendência para sangrar abundantemente.
 
Se depois de uma queda de cabeça a criança deixa de chorar ao fim de quinze minutos, recuperando a cor normal e não vomita, há poucas probabilidade de que o cérebro tenha sido atingido. O vómito pode surgir se a criança caiu depois de comer e o susto foi grande, sem que isso signifique danos.
 
Numa queda mais grave é normal que a criança vomite, perca o apetite, fique pálida durante algumas horas, sinta dores e tenha tendência para adormecer embora acorde ao mínimo ruído. Se a criança tiver um ou outro destes sintomas, deve chamar o médico ou seguir para o hospital, onde possivelmente lhe será feita uma radiografia ao crânio.
 
Neste caso, a criança deve ficar o mais quieta possível e o médico deve ser avisado imediatamente se algum novo sintoma se fizer sentir. É aconselhável acordar a criança algumas vezes durante a noite que se segue à queda para verificar se não está inconsciente, mantendo a vigilância por 24 horas.
 
Quando a criança ficar inconsciente após a queda ou mais tarde, deve ser vista por um médico, sendo o mesmo aconselhado quando a criança não fica inconsciente mas continua a queixar-se de dores de cabeça, perturbações da vista ou quando vomita pouco depois do acidente.
 
A forma mais grave de lesão é a concussão, provocada quando a pancada leva o cérebro a bater contra o crânio ósseo e que pode causar rompimento das fibras nervosas e estiramento ou ruptura de vasos sanguíneos.
 
A perda da consciência não é sintoma necessário da concussão. Verifique se a criança que bateu a cabeça apresenta olhar vago, fala pastosa, confusão, amnésia, dificuldades de coordenação, náuseas, respiração ofegante quando normalmente não o faz ou apresenta um corrimento ensanguentado do nariz ou ouvidos e aversão à luz intensa. No caso de suspeitar de concussão, leve o seu filho imediatamente ao médico.
 
Depois de uma pancada na cabeça encoste à pisadura um pano embebido em água muito fria ou embrulhado com gelo, para evitar o inchaço. Deve examinar constantemente a pele e retire o pano se verificar que se está a formar uma mancha vermelha com um centro esbranquiçado e brilhante. Se o ferimento estiver a sangrar aplique um pano limpo sobre a ferida e pressione durante alguns minutos.
 
Depois de uma queda forte a criança pode apresentar um corrimento fluido claro e ensanguentado proveniente do nariz ou dos ouvidos. Coloque a criança com o rosto deitado sobre um pano, com um braço erguido e outro ao longo do corpo. Deixe correr à vontade e não o tente estancar.
 
Na primeira vez que a criança cai é natural que o progenitor que se encontrava por perto sofra de complexos de culpa por algum tempo, pelo facto de ter permitido que tal acontece-se. No entanto, uma criança permanentemente vigiada, que nunca sofre acidentes, está apenas a ser super-protegida, o que a levará a ficar demasiado dependente da família, destruindo a sua personalidade.

Assita também este vídeo do programa que passa na GNT Mae e Cia.
Vídeo Mae e Cia da Gnt
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