quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Desfraldamento para iniciantes


Adorei esta matéria que li no site BabyCenter. Espero que gostem!




Não é de estranhar que você não veja a hora de seu filho largar logo as fraldas. Afinal vai parecer um sonho não precisar mais trocar fralda a toda hora, sem contar a economia! Mas você sabe quanto tempo demora o processo todo do desfraldamento?

É verdade que para algumas crianças o problema todo se resolve em poucos dias. Porém, para a maioria, é um aprendizado que pode levar meses.

As chances de sucesso serão muito maiores se a família toda estiver bem informada e deixar bem claro para a criança o que vai acontecer. 

1 - Tenha certeza de que a criança está pronta 

Existe uma idéia mais ou menos generalizada de que a idade certa para tirar a fralda da criança é por volta dos 2 anos. Mas cada pessoa é diferente e, assim como elas aprendem a andar em momentos distintos, a hora ideal para aprender a fazer xixi e cocô no penico ou na privada pode variar muito.

Há algumas crianças que só ficam realmente preparadas para iniciar o desfraldamento quando têm mais de 3 anos. Para saber se é o caso do seu filho, confira nossa lista de sinais de que chegou a hora.

Se achar que seu filho não está pronto, resista à pressão da família e da escola, ou então faça uma tentativa sabendo que é provável que tenha de voltar atrás antes que o estresse se instale. 

2 - Providencie os equipamentos necessários 

Não é nada muito complicado: arranje um penico ou um adaptador para o vaso sanitário, um anel que evita que a criança "caia" dentro da privada. Talvez seja melhor começar com o penico: com os pés apoiados no chão, a criança vai ter mais facilidade para fazer força na hora de fazer cocô.

Um livrinho sobre o assunto pode ajudar, mas não é essencial. 

3 - Deixe seu filho se acostumar ao penico 

Para começar, acostume seu filho a se sentar no penico uma vez por dia, mesmo que ainda sem tirar a roupa. Escolha um momento em que ele costuma fazer cocô -- depois do café da manhã, depois do almoço ou antes do banho.

Se ele não quiser se sentar, deixe estar. Nunca force a criança a sentar no penico, nem a segure. E não force a barra se seu filho estiver assustado. As consequências no futuro podem ser bem ruins, principalmente por causa da prisão de ventre.

Caso a criança resista a se interessar no desfraldamento, o melhor é esquecer o assunto por algumas semanas, e depois fazer uma nova tentativa. Nessa fase, não precisa nem explicar muito para que serve o penico. O objetivo é só acostumá-lo ao objeto. 

4 - Sente-o no penico sem a fralda 

Depois da fase de acostumar a criança a sentar no penico, sua meta vai ser convencê-la a sentar sem a fralda. Segure a ansiedade e deixe que ela só se sente ali, para ver como é. E comece a explicar direitinho que é isso que a mamãe e o papai fazem todo dia: sentam lá (no vaso sanitário, no caso de vocês) para fazer as necessidades.

Se seu filho captar logo a idéia e já fizer alguma coisa, ótimo! Mas não o force a conseguir. É importante que o interesse no processo seja dele, não seu. 

5 - Explique o processo 

Uma boa idéia é mostrar para a criança para onde o cocô vai. Quando ele fizer cocô na fralda, leve a fralda suja até o penico e ponha o cocô ali, para mostrar onde é o lugar certo. Depois, esvazie o penico jogando as fezes no vaso sanitário, e dê ao seu filho o privilégio de ajudar a apertar a descarga (só se ele quiser -- há crianças que têm medo).

Mostre também que depois é preciso vestir a roupa de novo e lavar as mãos. 

6 - Incentive seu filho 

Estimule a criança a usar o penico sempre que tiver vontade de fazer xixi ou cocô. Deixe bem claro que basta que você poderá levá-la ao banheiro. Se der, aproveite uma época de calor, que é mais favorável para o processo, e deixe-a circular pelada, com o penico bem à vista.

Diga a seu filho que ele pode usar o penico quando quiser, e o lembre de vez em quando.

Mas preste atenção: não adianta ficar levando a criança de hora em hora ao banheiro. Você precisa ensiná-la a pedir. Senão, na primeira oportunidade em que você esquecer de levá-la, ou estiver fazendo outra coisa, o xixi vai escapar na roupa mesmo. A comunicação e o controle do esfíncter (que variam, dependendo da maturidade de cada criança) são fundamentais para o processo de desfraldamento. 

7 - Capriche na cueca e na calcinha 

Cuecas e calcinhas de personagens ou com desenhos fazem sucesso. Você pode fazer um grande carnaval, mostrando ao seu filho como ele é grande e importante por já usar cueca (ou calcinha, no caso de meninas).

Mas você não precisa usar a roupa de baixo bonitinha e cara o tempo todo. Arranje também umas bem baratinhas, porque os acidentes serão inevitáveis e as trocas, bem frequentes.

Existem também fraldas de treinamento, as chamadas pull-ups. A vantagem é que elas funcionam como fraldas, mas são vestidas como uma calcinha ou cueca, portanto dá para a criança abaixar e levantar sozinha, se quiser ir ao banheiro. Muito mais fácil que abrir e fechar a fralda. O inconveniente é que elas são caras e difíceis de encontrar. Uma alternativa é ter um pacote só para sair, quando você não pode arriscar uma escapada de xixi ou cocô.

Temos um artigo especial sobre como desfraldar meninas e desfraldar meninos -- não deixe de ler. 

8 - Tenha muita calma na hora dos acidentes 

As escapadas e acidentes acontecem com praticamente todas as crianças, não tem jeito. É difícil manter a calma, mas se esforce para não perder o controle. Não vale a pena castigar ou punir a criança pela escapada. Os músculos dela estão ainda aprendendo e treinando o controle das fezes e da urina, e o processo leva algum tempo.

Quando acontecer o acidente, limpe tudo com tranquilidade e só diga ao seu filho que, da próxima vez, vai ser mais legal se ele usar o peniquinho.

Caso os acidentes fiquem muito frequentes, tenha a sabedoria de voltar atrás sem medo ou vergonha. É possível que o organismo do seu filho ainda não esteja preparado, e é melhor voltar a tentar daí a alguns meses. 

9 - Comece a fazer o desfraldamento noturno 

... Mas só quando a criança estiver preparada! Pode demorar -- anos até! O organismo da criança demora bastante para ser capaz de despertá-la se for necessário fazer xixi no meio da noite.

O que você pode fazer é tentar diminuir a quantidade de líquido que seu filho toma antes de dormir, e dizer a ele que chame você se precisar ir ao banheiro durante a noite. Só se aventure a tirar a fralda noturna quando, por diversas noites seguidas, a fralda tiver amanhecido completamente seca.

E saiba que, mesmo que tudo dê certo, um xixi na cama ou outro fazem parte da infância. 

10 - Parabéns, você conseguiu! 

Acredite. Por mais que demore, seu filho vai aprender a fazer xixi e cocô no lugar certo. E aí você não vai precisar trocar fraldas por um bom tempo -- bom, pelo menos até o próximo bebê, ou quem sabe o netinho...

Como ensinar o bom comportamento





O objetivo da sua vida não precisa ser criar um filho obediente. O essencial é que ele saiba diferenciar o certo do errado, mesmo que não haja ninguém a quem obedecer. Por isso, não adianta só dar bronca quando a criança apronta. Nessa hora, tente transformar a situação numa oportunidade para ela aprender alguma coisa. 

Falar é fácil. Quando os pais estão nervosos (quando a criança bate ou morde, por exemplo), muitas vezes não há sangue frio que chegue. 

Veja algumas estratégias para usar no dia-a-dia: 

- Seja você tão educado e bonzinho quanto quer que ele seja. Crianças aprendem por imitação. 

- Olhe nos olhos da criança quando falar com ela (mesmo para dar bronca), e procure ser respeitoso, mesmo que esteja bravo. Faça o máximo para manter o tom de voz baixo. 

- Diga o que quer que ele faça, não o que não quer. Em vez de "Não fique em pé na cadeira!", prefira "É para ficar sentado". 

- Crie regras simples, e poucas. Não correr na rua e não bater são regras que crianças desta idade conseguem entender. Para diminuir os "Não mexe aí", tire as coisas frágeis do alcance. 

- Elogie sempre o bom comportamento. 



Fonte :Babycenter.com

A perigosa cultura do pronto-socorro



Há 50 anos atrás, praticamente não existiam pronto-socorros pediátricos. Em caso de emergência ou quando as condições não permitiam levar o doente ao consultório, o médico era chamado para uma consulta a domicílio. Geralmente o médico atendia o chamado após o horário do consultório e não eram raras as visitas já tarde da noite ou até de madrugada. Os mais velhos conhecem pessoalmente e os jovens ouviram falar de médicos lendários que ficavam na casa do paciente em longas conversas sem pressa que começavam com uma toalha limpa para enxugar as mãos e terminavam com um cafezinho caprichado.

Aí surgiram os pronto-socorros, ao mesmo tempo que o trânsito nas grandes cidades se transformava num complicador para as visitas a domicílio.

O PS pediátrico presta grandes serviços, mas nos últimos anos está havendo uma (perigosa) distorção do uso desse serviço. O que era (e é) apenas para atender emergências está sendo utilizado como recurso para consultas pediátricas comuns. E essa nova e perigosa “cultura do pronto-socorro” contaminou todas as camadas sociais, tanto as menos favorecidas como até as de melhor nível sócio-econômico. Hoje é comum o plantonista atender tosses de 2 semanas de duração, asma fora de crise, resfriados e faringites comuns. E se a criança não melhora... a família volta ao PS (o mesmo ou outro) mas sempre atendido por um plantonista diferente... Qual o problema? Mesmo sendo um excelente médico, o plantonista nunca viu, não conhece as características da criança e vai ter que receitar para esse paciente, o qual provavelmente nunca mais verá. 

Talvez para agradar o paciente, vê-se receita de 14 dias de antibiótico para uma sinusite. É errado? Não necessariamente. Mas como essa criança vai tomar antibiótico durante todo este tempo sem que se faça uma revisão no meio do tratamento?

Qual a explicação para essa “cultura do PS”?

Em primeiro lugar, provavelmente um certo comodismo da sociedade atual que prefere ir a um lugar que atende as 24 horas do dia. Mas essa comodidade, não raro, custa caro, com espera prolongada na sala de espera.

Outros dizem que fica mais fácil para fazer exames de laboratório. Mas exatamente por essa facilidade e aliado ao fato do plantonista não conhecer o doente e não ter possibilidade de pedir retornos e contatos telefônicos, ocorre um exagero no pedido de exames e RX, nem sempre necessários. E aí mais tempo dispendido.

O pediatra que acompanha regularmente a criança é o clínico que pode dar uma orientação contínua e pedir os exames realmente indicados.

Então como é que fica?

Oriente seu paciente para:

1) Levar ao PS nas emergências verdadeiras como falta de ar, convulsão, febre altíssima, vômitos que não param.... e no caso em que o pediatra não pode ser encontrado.

2) Assim que possível, comunique o ocorrido ao seu pediatra. Ele vai orientar a continuação do tratamento. 

3) Nunca procure fazer tratamentos completos no PS, fazendo retornos frequentes com plantonistas diferentes. 

• Pronto socorro é ótimo para cuidar de urgências.
• Não deixe de comunicar ao seu pediatra para que ele oriente a continuação do tratamento.
• Seu pediatra deve ser consultado regularmente para que ele possa cuidar da saúde (não só da doença) de seu filho.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Massinha de modelar caseira


Adorei esta dica

Use esta receita para fazer massinha colorida de longa durabilidade, se conservada em um recipiente hermeticamente fechado (qualquer recipiente selado que bloqueia a entrada de ar) e/ou na geladeira.
E o melhor é que você saberá exatamente o que o seu filho ingeriu caso ele coloque na boca!


Ingredientes

Massinha caseira- 1 xícara de sal de cozinha
- 4 xícaras de farinha de trigo
- 2 colheres (de sopa) de óleo
- 1 colher (de sopa) de vinagre
- 1 1/2 xícara de água
- corantes alimentícios de várias cores
ATENÇÃO: certifique que seu filho(a) não é alérgico(a) a nenhum dos ingredientes acima.



Modo de fazer

Passo 1
Massinha caseira
- Separe todos os ingredientes e coloque-os em uma tigela grande, misturando-os com as mãos. Não há ordem a ser seguida.
- Se você vive em um clima mais úmido, ou se a a massa ficou muito úmida ou pegajosa, adicione uma pitada a mais de farinha.
- Ficou muito seco? Adicione um pouquinho de água.
Passo 2
Massinha caseira
- Pegue uma bola da massinha e faça um buraco com o dedo. Pingue algumas gotas de corante alimentar. Dobre cuidadosamente a massa por várias vezes, até que a cor esteja bem misturada.
Passo 3
Massinha caseira
- Coloque cada cor em um recipiente hermeticamente fechado.
- Ele pode ser guardado na geladeira, mas isso não é estritamente necessário.
- Se começar a secar ao longo do tempo, adicione um pouco de água. Essa massa dura vários meses.
Massinha caseira

Fonte: Site Pediatria Brasil

Saiba mais sobre Puericultura



Puericultura: 

É uma especialidade médica que leva em conta a criança, sua família e o entorno, analisando o conjunto bio-psico-sócio-cultural.
 
Nas consultas periódicas, o pediatra observa a criança, indaga aos pais sobre as atividades do filho, reações frente a estímulos e realiza o exame clínico. Quanto mais nova a criança, mais frágil e vulnerável, daí a necessidade de consultas mensais. Em cada consulta é avaliado como a criança se alimenta, se as vacinas estão em dia, como brinca, condições de higiene, seu cotidiano... 
                 É importante também o pediatra conhecer o seu bebê !

O acompanhamento do crescimento, através da aferição periódica do peso, da altura e do perímetro cefálico e sua análise em gráficos, são indicadores das condições de saúde das crianças. Sempre, a cada consulta, bebês, pré-escolares, escolares e jovens devem ter seu crescimento avaliado.

 Crescimento  é o ganho de peso, altura – um fenômeno quantitativo, que termina ao final da adolescência. 
 Desenvolvimento é qualitativo, significa aprender a fazer coisas, evoluir, tornar-se independente e geralmente é um processo contínuo. 

O conjunto é sempre analisado a cada consulta pediátrica e o pediatra é a pessoa mais indicada para orientar os pais em relação à saúde de seus filhos, no sentido amplo da palavra saúde, ou seja, no seu contexto bio-psico-sócio-cultural, sempre levando em conta todos esses aspectos. 

É muito importante que os pais possam estabelecer uma relação de mútua cooperação com o seu pediatra, tirando dúvidas, tendo alguém de confiança a quem recorrer nos casos de doença, podendo, enfim, ter alguém habilitado a ajudar cuidar adequadamente de seu filho. 
               

 Vejamos, então, a dicas de Puericultura:

  •  Escolha o seu pediatra antes do bebê nascer ! 
  • Peça uma visita dele ainda na maternidade, para que ele possa orientar a amamentação, tirar suas dúvidas iniciais e já conhecer a família !
  • Quando tudo na maternidade ocorreu dentro do esperado e não houve nenhuma outra orientação à alta hospitalar, o RN deve ir ao pediatra aproximadamente aos 7 dias de vida, para se avaliar como está indo o aleitamento materno (que deve ter sido orientado desde a maternidade), para se avaliar o ganho de peso, o crescimento, entre outras coisas... Se tudo estiver dentro do esperado... com 1 mês deve-se ter a segunda consulta.  A partir daí, sugerimos que as consultas para acompanhamento normal da criança sejam: Até um ano : consulta pediátrica mensal 
         No início da vida, as consultas devem ser frequentes, pois nessa fase de adaptação mãe-filho, pais-filhos, é fundamental uma supervisão próxima, tanto para tirar dúvidas, como para orientações e um acompanhamento que garanta um desenvolvimento e crescimento saudável da criança.        

De 1 a 2 anos: consulta bimestral a trimestral

Dos 2 aos 4 anos: consulta semestral

Acima de 4 anos: consulta anual, até se iniciar a adolescência, quando novamente devemos estreitar a observação clínica a cada 6 meses, no mínimo.

Estas recomendações são válidas para o acompanhamento da criança saudável, ou seja, sem nenhum agravo, seja este físico, psíquico, alimentar, ou de qualquer outra natureza, assim sendo, se no acompanhamento da criança acontece qualquer alteração, doença ou situação que precise ser mais avaliada ou supervisionada, o pediatra pode precisar de consultas e/ou retornos mais próximos ou frequentes. 

 Fonte: Dra Raquel Quiles e Sociedade Brasileira de Pediatria

Como lidar com o medo infantil? Conheça cada fase





O medo faz parte da natureza humana, é uma emoção desagradável que se dá quando a criança sente que existe um perigo real ou imaginário.
É um estado emocional que ativa os sinais de alerta do corpo perante os perigos e é uma importante etapa no desenvolvimento de cada criança.  Uma certa dose de medo é uma ajuda para a sobrevivência.
Todas as crianças têm medo em algum momento da sua infância, embora existam crianças mais medrosas que outras. Alguns medos como a percepção do estranho a partir dos seis meses, fazem parte do desenvolvimento da criança e este indica que a criança tem um desenvolvimento considerado adequado, embora alguns medos possam desencadear-se a partir de alguma experiência menos agradável.
Identificar a origem ou mesmo a existência do medo exige dedicação. É preciso estar atento aos sinais demonstrados pela criança e saber conversar com ela sobre o que lhe causa esse medo. A atitude dos pais é fundamental, é importante que falem com naturalidade dos medos para que a criança os aceite e os exprima. Os contos e os jogos em família são importantes em todo o processo de desenvolvimento, tendo na fase dos medos um papel fundamental. Por exemplo, os contos infantis facilitam o contato com o medo. A criança vive, através do protagonista, conflitos e momentos de medo que acabam por ser resolvidos e pede muitas vezes para os pais repetirem a mesma história. Os contos lidos ou explicados pelos pais são a melhor maneira de viver e partilhar todas as emoções para que a criança não se assuste. Alguns jogos infantis como as escondidas são muito importantes na brincadeira, pois também ajudam a suportar por exemplo a inquietude da solidão e do escuro. Algumas crianças ficam tão inquietas que se não forem logo encontradas acabam por abandonar o esconderijo. As mais pequenas adoram que o adulto demore a encontrá-las.
Se os medos não interferirem na vida da criança são considerados normais e o mais provável é que desapareçam sozinhos. A maior parte dos medos infantis desaparece espontaneamente por volta dos oito anos, alguns podem persistir até à adolescência ou por mais algum tempo. Para que os medos sejam considerados normais, não devem interferir na vida quotidiana da criança, caso contrário será importante consultar um especialista.
“Para compreender melhor os seus filhos é importante que os pais saibam quais os medos habituais em cada idade”
Em bebês:
Durante o primeiro ano de vida, o bebê é sensível a estímulos intensos, por exemplo perante barulhos estranhos ou altos e luzes intensas chora para mostrar o seu mal-estar. Por volta do oitavo mês a criança assusta-se quando algum estranho se aproxima de si. É uma reação normal e necessária para o desenvolvimento psicológico da criança. Nesta idade a criança sente-se segura quando está com pessoas conhecidas e considera perigoso o desconhecido.
Entre os dois e os quatro anos:
Neste período predomina o medo dos animais, primeiros dos grandes e depois dos pequenos. Algumas crianças manifestam medo de pessoas mascaradas mostrando alguma prudência mesmo com os palhaços.
Surge também o medo do escuro, que é o equivalente ao medo de estar sozinha. Por este motivo a partir do segundo ano pode começar a ter dificuldade quando vai para a cama tendo por vezes medo em adormecer, pedindo muitas vezes aos pais para deixarem a porta aberta. É conveniente aceitar este pedido, mas deve-se ir encostando progressivamente a porta até que a criança se habitue ao escuro. Por volta dos quatro anos, os pesadelos são frequentes, muitas vezes a criança pode acordar a gritar, sem saber exactamente o que sonhou.
Até aos seis anos:
Por volta dos cinco anos a criança começa a ter medo do dano físico. É a fase da imaginação fértil, que se pode intensificar na hora de dormir, existindo fantasias assustadoras, os seres imaginários como animais e monstros. Podem surgir receios aos espaços abertos e cheios de gente.
Nestas idades, o medo costuma contagiar-se, por isso algumas crianças sensíveis sentem mais medo quando estão com pessoas medrosas.
Dos seis aos oito anos:
Predomina o medo das sombras, fantasmas ou ladrões. São receios em relação ao invisível. Aos oito anos a criança começa a estar muito sensível ao tema da morte, descobre a morte como fim a qualquer instante e tudo o que acaba a inquieta.
A criança tem maior consciência do perigo e às vezes de uma maneira exagerada, por exemplo se os pais saírem de casa sem ela, receia que lhes aconteça alguma coisa. Embora a criança nesta idade já seja muito autónoma, continua a precisar muito dos pais e receia perdê-los, este medo pode manifestar-se através de queixas, de mal-estar físico e cansaço que se repercutem no rendimento escolar.
Dos nove aos doze anos:
As crianças têm medo dos incêndios, acidentes e doenças graves. Também surge o medo quando os pais discutem, pois receiam que se separem. Aparecem medos relacionados com a escola, tais como, a possibilidade de repetirem o ano, o fato de tirarem más notas e os pais poderem receber algum aviso de mau comportamento.
"Brinque com o seu filho e entre na fantasia dele. As experiências lúdicas ajudam a lidar com as suas ansiedades, o bicho mau é um exemplo"
Como lidar com o medo:

- Dar atenção, questionar e estimular a criança a enfrentar o medo. Ela encontrará sozinha uma solução para as suas fantasias.
- Não fale demasiado sobre o assunto para evitar que a criança fique mais ansiosa.
Mude de assunto e distraia.
- Fale sempre a verdade sobre os medos reais para que a criança tenha a noção de perigo. Ela tem de saber por exemplo que as escadas e as piscinas representam alguns riscos, mas não é preciso exagerar.
- Brinque com o seu filho e entre na fantasia dele. As experiências lúdicas ajudam a lidar com as suas ansiedades, o bicho mau é um exemplo.
- Bonecos e brinquedos treinam a criança para a vida. As crianças gostam de representar em brincadeira o sentimento de medo frente a uma situação real, como a ida a um hospital.
- Faça a apresentação formal das pessoas para que a criança saiba que aquele estranho tem autorização dos pais para se aproximar.
- Ofereça objetos para que a criança se sinta mais segura, principalmente na hora de dormir. São os objetos aos quais chamamos transacionais e que reduzem a ansiedade da criança até adormecer.
- Avalie a intensidade do medo e fique atenta para o limite da normalidade, que faz parte da rotina saudável da vida.
- Não use o medo como meio de poder. Para além das ameaças serem desagradáveis reforçam o medo.
Texto: Sandra Antunes, Téc. Sup. Educação Especial e Reabilitação, Psicomotricista, Centro de Desenvolvimento Infantil Estímulopraxis

Seu filho(a) tem dermatite atópica? Saiba como cuidar da sua pele.


A dermatite atópica é uma doença crônica, que deixa a pele seca e muitas vezes inflamada. A coceira é o sintoma principal. Inicia geralmente nos primeiros anos de vida e afeta crianças com história pessoal ou familiar de asma, rinite ou mesmo de dermatite atópica. Além da genética, alguns fatores externos podem contribuir para o aparecimento das lesões na pele.
Por que a pele coça?
Existem alterações genéticas que rompem a camada de proteção e deixam a pele mais suscetível à penetração de substâncias potencialmente irritantes, que vão gerar a inflamação. A própria pele seca, por si só, provoca a coceira. Coçando, permitimos a entrada de novas substâncias irritantes. Este ciclo interminável de coceira-lesão-coceira prejudica a qualidade de vida das crianças, provocando alterações no sono, irritabilidade e até estigmatização escolar. A hidratação é uma das principais ferramentas para conter a coceira e a inflamação. Assim como nos conscientizamos da importância do filtro solar, precisamos reconhecer a importância do creme hidratante para proteger e fortalecer a pele.
Algumas dicas para manter a pele da criança saudável:
• hidratar a pele pelo menos 2 vezes ao dia, com hidratante hipoalergênico;
• o banho deve ser rápido, morno e com pouco sabonete;
• utilizar sabonetes brancos sem muito cheiro, ou glicerinados;
• usar somente roupas de algodão, inclusive o uniforme da escola;
• lavar sempre as roupas do seu filho com sabão líquido claro e não usar amaciante;
• limpar o vaso sanitário de casa apenas com álcool ou detergente neutro.
Alimentação e clima
É muito raro a criança ter alergia a um alimento junto com a dermatite atópica. Quando acontece, geralmente se dá antes de um ano de idade e está relacionada principalmente ao leite, ovos, trigo e soja. A análise e determinação de uma alergia alimentar deve ser feita sempre pelo médico.
As situações de estresse também podem piorar a dermatite, bem como as alterações climáticas com mudanças bruscas de temperatura, calor excessivo (transpiração) e baixa umidade do ar.
Conheça os grupos de apoio à dermatite atópica no Brasil: www.aada.org.br

Fonte:  Site Conversando com o Pediatra
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