domingo, 13 de novembro de 2011

TDAH em bebês e crianças pequenas

É possível diagnosticar TDAH e hiperatividade em bebês ou crianças bem pequenas? Quais os complicadores deste diagnóstico?
Se o TDAH é um transtorno de base orgânica – genética (herdada de seus pais) ou congênita (decorrente de problemas da gestação ou parto), ele deve estar presente na criança desde seu nascimento. Sendo assim, por que se diz que o diagnóstico não pode ser feito antes dos 5 ou 6 anos de idade?
Muitas das crianças que sofrem de TDAH, especialmente do tipo hiperativo, já apresentam todos os sintomas de TDAH e hiperatividade desde muito cedo. Contudo, muitas outras crianças – especialmente meninos – quando comparados a outras crianças apresentam um certo atraso em seu amadurecimento, tanto cerebral quanto cognitivo, motor e/ou social. Até uma certa idade, podem ser mais agitados e ativos que as outras crianças, mas com o tempo acabam equiparando-se a elas.
Uma parte importante do amadurecimento cerebral – as conexões entre as diversas áreas – só se completam bem mais tarde, no início da idade adulta. Outras áreas, igualmente importantes, já estarão “prontas” em torno dos 8 anos de idade – por esta época, os sintomas maiores de agitação podem desaparecer.
Quando há queixas de hiperatividade, agitação ou desatenção em crianças pequenas ou bebês, é fundamental nunca compará-los com outras crianças de idade superior – a comparação deve ser sempre feita em relação à mesma faixa etária.
Poucas crianças pequenas conseguem prestar atenção a algo por muito tempo – mesmo a um brinquedo que gostem muito. Quantas delas conseguem parar de chorar ou ficar bem quietinhas? Na escola, quantas conseguem ficar várias horas sentadas sem reclamar, fazendo suas tarefas? Poucas, com certeza.

O normal é que as crianças tenham comportamentos exploratórios, que se aventurem em descobrir coisas, que brinquem muito, que façam experimentos com o mundo ao seu redor. É desta forma que elas irão se desenvolver com saúde.  
Quanto menor a criança, mais difícil é o diagnóstico. Isto é um problema importante especialmente quando se trata de crianças muito pequenas ou bebês com sinais muito intensos de agitação, irritabilidade e descontrole emocional, muito superiores a outras crianças da mesma idade.
Devemos lembrar que há uma série de outros problemas, além do TDAH e hiperatividade, que podem tornar uma criança muito agitada, inquieta, impulsiva ou agressiva. Por isto é importante fazer um bom diagnóstico diferencial, especialmente em crianças pequenas, para garantir os tratamentos indicados o mais cedo possível.

Fonte: IPDA - Instituto Paulista de Déficit de Atenção

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