quinta-feira, 28 de abril de 2011

Como o bebê aprende

Quando o bebê nasce,  ele não pode ter nenhuma noção de que o alimento vem de alguém de fora dele mesmo. Podemos imaginar que deve sentir-se como nos contos de fadas, em que uma mesa cheia de guloseimas aparece por mágica logo que  deseja. Se imaginarmos essa situação impossível de um bebê que nunca fica com fome por mais de um segundo, ou quem se dê o seio ou a mamadeira assim que o queira, então o bebê nunca aprenderá que o seio não lhe pertence, nunca se desenvolverá. Mas como na vida real um pouco de fome, alguma espera pelo alimento, certas contrariedades ao que se deseja, é inevitável, esse aprendizado se fará.
A sequência é assim: o bebe tem fome chora descobre os próprios dedos e os chupa por alguns segundos. Podendo até ficar satisfeito, como um truque de mágica que resolve momentaneamente a necessidade de sugar o peito.  Mas como não esta de fato recebendo o alimento aumenta as dores da fome, os dedos já não confortam, rompe-se a mágica, e ele começa a chorar novamente. Repetidas experiências desse tipo aos poucos ele se torna consciente de que há algo fora dele necessário para alimentá-lo. Mais tarde começa a conhecer o seio ou a mamadeira. Depois gradativamente, a pessoa da mãe, que dá a ele.
Começa então o aprendizado de que há algo fora dele. Começa também a explorar os seus limites. Nos primeiros três meses tudo é provavelmente enevoado e vago, mas é de supor que nesse período o bebê começa, a saber, que é distinto da mãe, tem um corpo com limites próprios.
Os bebês começam a ter determinada consciência de seus corpos, olhando, chupando, tocando os braços e as pernas, brincando com os dedos dos pés e das mãos, e mais tarde com o resto do corpo.
Assim também aos pouco vão conhecendo as mães e os objetos próximos. O que se sente ao tocar o próprio corpo é diferente do que se sente ao tocar o corpo de outra pessoa.
Assim se estabelecem os fundamentos para uma consciência do si mesmo, por uma diferenciação entre si própria e a mãe, e entre pessoas e coisas. Porem é só um começo, nesse estágio. O bebê deve ganhar muito mais experiência antes de conhecer “claramente” a mãe como separada dele ou distinguir um objeto de uma pessoa.

Bibliografia: Seu Bebê- Orientação Psicológica para os pais- Dina Rosenbluth

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, estou imensamente grata pela sua visita.
Deixe seu comentário, o seu olhar também melhora o meu.
Forte abraço,
Volte Sempre!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...