quinta-feira, 28 de abril de 2011

O bebê e o pai

Que o pai é importante isso não nem é necessário falar, mais qual realmente é o papel do pai na criação dos filhos? Qual o efeito da ausência? Algumas dúvidas surgem, pra ajudar a desmistificar o assunto, fiz uma breve síntese sobre o assunto, baseado em estudos na área da Psicologia.


O pai é importante.

Desde o início o pai é, sem dúvida, de enorme importância para o bebê indiretamente. Participando de algumas de suas ansiedades, ele poderá dar um bom apoio a mãe, que talvez esteja desorientada, não sabendo como lidar com uma situação difícil. 
À medida que se desenrola o primeiro ano de vida, o pai adquire crescente importância na vida da criança. Embora a mãe continue a ser o centro do mundo do bebê, alguns bebês parecem começar a tomar consciência do pai também.

A espécie de relacionamento que se forma entre o pai e o bebê nesses primeiros meses dependerá de vários fatores. Sem levar em consideração o próprio bebê. Vai depender do pai é claro, de suas possibilidades de estar em casa, e de sua facilidade em entrar em contato com o bebê. A esse respeito os homens variam enormemente, desde os descontraídos e capazes de gostar de cuidar do bebê até os muito tímidos e sem jeito com eles.

Alguns pais podem ter dificuldade em lidar com a situação e ter sentimentos confusos quanto à chegada do bebê. Alguns têm pontadas de ciúmes ao pensar que suas esposas já não os colocarão em primeiro plano, que terão que dividir a atenção com o bebê. Outro sentimento é o de rivalidade com a mãe, invejando-lhes o papel maternal.  Outros pais não conseguem ficar absorvidos pelo minúsculo bebê, acontece que em nossa sociedade alguns acham afeminado interessar-se demais por bebê, e então fingem falta de interesse.
Quando o pai entra em cena aos poucos e naturalmente, à medida que avança o primeiro ano, o bebê, habitualmente, já a partir do quinto mês reagirá a ele de modo muito especial, diferente da maneira como reage á mãe, e, com certeza muito diferente de como reage a outros adultos.  

A pesquisa científica sobre a ausência dos pais mostra claramente que o modo do pai encarar a disciplina e sua capacidade de ser, não apenas forte, mas afetuoso, são as causas de sua influencia sobre a personalidade em desenvolvimento de seu filho. A ideia geral é que o pai desempenha um papel importante no desenvolvimento da identificação sexual de seu filho e no despertar seu conceito do certo e do errado. Naturalmente, a ausência do pai também priva a criança de muitas experiências agradáveis.

Pesquisas efetuadas com os meninos cujos pais estiveram ausentes no primeiro ano de vida pareceram ter mais dificuldades de comportamento do que seria normal esperar. Pareciam ter mais dificuldade em estabelecer e conservar um bom relacionamento, não só com os adultos, mas co outras crianças.
Outros estudos mostraram uma relação, razoavelmente clara, entre a delinquencia infantil entre meninos e a ausência de uma figura adequada do pai na infância. Alias, o pai podia estar ausente ou presente, mas geralmente era fraco ou ineficiente. A presença de um pai fraco e que não assume responsabilidade com o filho, às vezes pode ser pior do que não ter pai.

Os pais têm muitos conhecimentos para transmitir aos filhos. Devem ensinar os valores.  O  relacionamento do pai com a mãe proporciona à criança a oportunidade de observar todos os aspectos do comportamento de um marido. Nas famílias em que o pai tem parte ativa na criação dos filhos, os meninos tendem a ajudar a tomar conta dos irmãos, agindo como representante dos pais quando há necessidade. Aliás, o filho olha com muita atenção a maneira como o pai reage à criança em si. O filho aprende a ser pai com seu próprio pai. Uma menina aprende como é um homem e como um pai procede. O que ele aprende sobre os homens lhe ajuda a desenvolver seu próprio  caráter de mulher, especialmente ao observar o pai ao lado de sua mãe.

Ao recordarmos as nossas experiências, somos sempre influenciados não só pelo que experimentamos nas relações com nossos pais, mas também pelo que faltou a esse relacionamento. Com isso podemos  ter consciência da importância da figura paterna sobre o desenvolvimento dos filhos.
 
Para mães sozinhas, aqui vão algumas dicas:
·         Programe um contato dos seus filhos com adultos do sexo oposto, como tio, avô etc., para que eles possam desenvolver uma identidade sexual saudável.

·         Ligue-se à família, aos amigos e a outras mães sozinhas, ou a grupos de apoio familiar. 

·         Se a programação da pensão não estiver dando certo, entre em contato com as autoridades competentes. 

·         Leia o máximo que puder sobre o assunto.    

      
      Espero ter ajudado, 

      Raquel Fernanda



 
                 








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